Pati Berzin

Storytelling para redes sociais: como gerar comunidade no digital

storytelling para redes sociais e comunidade no digital

Quer gerar comunidade no digital? Primeiro, é importante saber que o público percebe quando está sendo tratado como número, posto em um molde feito perfeitamente para ele. Pessoas têm nuances, não podemos tratá-las apenas como Personas no marketing digital.

Neste artigo, você entenderá isso, e como criar uma narrativa digital, além de saber segurar uma conversa de forma estratégica nos diferentes canais das redes sociais com consistência usando a jornada do herói e o arquétipo de marca no storytelling.

Quer saber mais? Deixe o sol entrar! ☀️

Personas x pessoas: o erro da comunicação excessivamente estratégica

Quando a estratégia é focada apenas em números, não existe a vontade genuína de falar com o público, e isso é percebido. Algumas marcas aparecem nas redes apenas para cumprir presença, repetindo fórmulas e tentando conversar com uma persona calculada: a mulher de 36 anos, minimalista, que gosta de cafés artesanais e valoriza praticidade. Mas pessoas reais não vivem em caixas. Elas mudam de opinião, possuem contradições, atravessam fases diferentes e nem sempre sabem explicar exatamente o que querem.

Para entender as pessoas é necessário ter empatia, se colocar nos pés do outro, sentir-se parte da comunidade no digital, entender a fundo dados do comportamento de navegação, como sua marca é vista e usada, sentimentos, sensações, opiniões, cultura, linguagem. Trazer para seu íntimo o motivo pelo qual as pessoas querem a sua solução e como elas se beneficiam disso.

Deste momento em diante, você traz o storytelling da sua marca e faz o match duradouro acontecer.

Storytelling como referência no digital

Hoje, muitas empresas crescem através da figura pública do próprio fundador. Em vez de uma comunicação totalmente corporativa, a marca ganha voz, rosto e continuidade narrativa através de alguém que aparece constantemente, compartilha experiências e constrói relacionamento com a audiência.

A narrativa não está somente em contar a história da sua marca ou da sua jornada de vida, ela reside também:

As pessoas começam a associar certos valores, linguagem, comportamento, visão de mundo, e, através do reconhecimento, familiaridade e continuidade emocional, a marca cria uma referência na mente das pessoas. Isso é muito poderoso para criar uma comunidade no digital.

Quando essa presença se torna consistente, a narrativa deixa de ser isolada e passa a acompanhar a vida das pessoas. É por isso que algumas marcas, creators e fundadores conseguem manter a atenção do público durante anos!

Narrativa pública: como fazer as pessoas acompanharem sua marca por muito tempo

O modelo de narrativa pública desenvolvido por Marshall Ganz, professor da universidade de Harvard, parte da ideia de que histórias criam conexão quando revelam escolhas, desafios, mudanças e propósito.

No digital, isso acontece quando a marca deixa de apenas publicar conteúdo e passa a construir continuidade narrativa. As pessoas começam a acompanhar não só o que está sendo dito, mas também a trajetória, os bastidores, as evoluções e a forma como aquela presença se desenvolve ao longo do tempo.

Uma narrativa forte costuma conectar três elementos:

Para isso, a comunicação precisa soar natural, clara e próxima. Explicar de forma simples, utilizar ganchos que despertem curiosidade, manter continuidade entre os conteúdos e compartilhar transformações aproxima muito mais do que discursos perfeitos.

No entanto, existe um elemento narrativo que aparece em praticamente toda história capaz de gerar identificação: o conflito.

São justamente as dúvidas, mudanças e desafios que fazem as pessoas se reconhecerem em uma narrativa, princípio que sustenta a Jornada do Herói.

Jornada do herói: as pessoas querem ver altos e baixos

Mesmo que você nunca tenha feito um eletrocardiograma, já deve ter visto a representação gráfica da pulsação. Uma linha que nunca está completamente reta, ela tem altos e baixos com picos e ondas. Assim é a vida, diferentemente da morte.

Ninguém quer uma história sem graça ou um perfil morto no Instagram. As pessoas se identificam mais com bastidores e erros de gravação deixados no decorrer do conteúdo, do que com histórias perfeitas e cor-de-rosa como a vida, porque as pessoas percebem quando algo parece artificial.

A realidade conecta, sua jornada também. Pense nos personagens que mais marcaram você em filmes, livros ou séries. Nenhum deles era perfeito o tempo inteiro. O que cria identificação são justamente os desafios, as dúvidas, as quedas e as mudanças ao longo da trajetória.

É justamente por isso que muitas marcas utilizam arquétipos no storytelling. Eles ajudam a construir uma identidade emocional reconhecível, fazendo com que o público associe a marca a determinados valores, comportamentos e formas de comunicação.

Baseado na psicologia de Carl Jung, os arquétipos ajudam marcas a construir identidades emocionais reconhecíveis no digital. Eles influenciam linguagem, estética, posicionamento, tom de voz e até a forma como a marca se comporta publicamente.

O arquétipo do sábio, por exemplo, costuma transmitir profundidade e clareza através de uma comunicação mais analítica e reflexiva. Já o explorador trabalha liberdade, autenticidade e descoberta. O cuidador cria proximidade através do acolhimento e da empatia, enquanto o rebelde gera identificação ao desafiar padrões e provocar reflexão.

Eles determinam desde aspectos visuais da marca, seu modo de vestir, falar, se comportar, o posicionamento do corpo em fotos, detalhes do cenário, cores, e muitos outros. Porém, o arquétipo é só uma extensão do que você, sua marca e a comunidade já são e representam para o mercado.

Storytelling nas redes sociais: cada canal aprofunda a conexão e faz a roda girar

Tão importante quanto a mensagem é entender onde ela está sendo contada. Cada plataforma possui um ritmo, uma profundidade e uma forma diferente de construir conexão. Veja a seguir, as mais usadas:

Instagram:

Facebook:

LinkedIn:

Whatsapp:

Tiktok:

X ou Threads:

Conclusão

Narrativas criadas com emoção, clareza e intenção fazem com que o público reconheça partes de si na comunicação.

Quando isso acontece, a marca deixa de ser apenas um perfil publicando conteúdo o tempo inteiro. Ela começa a ocupar um espaço emocional na rotina das pessoas através da identificação, da familiaridade e da sensação de pertencimento.

É justamente daí que nasce a comunidade. Pessoas que compartilham referências, valores, visões de mundo e experiências parecidas acabam criando conexões entre si através da própria narrativa da marca.

Talvez o storytelling moderno tenha menos relação com criar histórias perfeitas e mais relação com fazer as pessoas se sentirem vistas, compreendidas e parte de algo maior no digital.

Se você quer criar conteúdos que aproximam pessoas e fortalecem comunidades no digital, preencha o formulário abaixo e vamos conversar! ☀️

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